Bronquiolite: acompanhamento com pneumopediatra pode fazer toda a diferença? Postado domingo, 19 de julho de 2026 ás 16:19
A bronquiolite é uma das principais causas de atendimento em serviços de urgência e internação de bebês durante os meses mais frios do ano. Trata-se de uma infecção viral que acomete os bronquíolos — as menores vias aéreas dos pulmões — provocando inflamação, produção de secreções e dificuldade para a passagem do ar.
A doença afeta principalmente crianças menores de 2 anos, especialmente lactentes com menos de 12 meses, e é causada, na maioria dos casos, pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR). Outros vírus, como rinovírus, influenza, adenovírus e metapneumovírus, também podem estar envolvidos.
Quais são os sintomas?
Os primeiros sinais costumam ser semelhantes aos de um resfriado comum, incluindo:
- Coriza;
- Tosse;
- Febre baixa;
- Irritabilidade.
Com a evolução da infecção, podem surgir sintomas que merecem maior atenção:
- Respiração acelerada;
- Chiado no peito;
- Esforço para respirar;
- Dificuldade para mamar ou se alimentar;
- Sonolência excessiva;
- Coloração arroxeada dos lábios ou extremidades (em casos graves).
Bebês prematuros, crianças com cardiopatias, doenças pulmonares crônicas, alterações neurológicas ou imunodeficiências apresentam maior risco de complicações.
O papel do pneumopediatra
O especialista é responsável por avaliar se a criança está evoluindo conforme o esperado ou se existe alguma condição associada que necessite de investigação e tratamento específico.
O acompanhamento permite:
- Avaliar a recuperação pulmonar após a infecção;
- Identificar fatores de risco para novas crises respiratórias;
- Diferenciar bronquiolite de doenças como asma ou outras doenças pulmonares;
- Tratar tosse persistente e chiado recorrente;
- Orientar medidas preventivas para reduzir novos episódios;
- Acompanhar crianças que necessitaram de internação ou suporte respiratório.
Bronquiolite aumenta o risco de asma?
Diversos estudos demonstram que crianças que apresentaram bronquiolite, especialmente causada pelo VSR, possuem maior probabilidade de desenvolver episódios recorrentes de chiado durante a infância. Entretanto, isso não significa que toda criança com bronquiolite desenvolverá asma.
A avaliação individual realizada pelo pneumopediatra é essencial para identificar quais pacientes necessitam apenas de acompanhamento e quais precisam de investigação mais detalhada.
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