Polícia Civil encontra ossos que podem ser de bebê morto pela mãe Postado quarta-feira, 1 de maio de 2013 ás 19:35
O bebê recém nascido morto pela mãe Andriele Romero Tolfo, 25 anos, após o nascimento na madrugada do dia 10 de abril deste ano, pode ter sido queimado em uma fogueira dois dias depois do parto. A informação é de uma testemunha que prestou depoimento na Polícia Civil.
Segundo a testemunha, Andriele, a avó da criança e outras pessoas teriam feito uma fogueira para queimar móveis velhos e onde supostamente o corpo do bebê tenha sido jogado.
Segundo a testemunha, Andriele, a avó da criança e outras pessoas teriam feito uma fogueira para queimar móveis velhos e onde supostamente o corpo do bebê tenha sido jogado.
Os policiais fizeram diligências e encontraram ossos no local onde a fogueira foi feita, nos fundos da casa da avó da criança, no bairro Missões. Uma perita do Instituto Geral de Perícias que estava em Santiago na terça-feira analisou os ossos e disse que parecia ser um fêmur e uma coluna vertebral. O material foi encaminhado para o IGP para perícia.
A morte do bebê foi confirmada pela mãe, no domingo, em depoimento na Polícia Civil após denúncias para o telefone 197. Em depoimento ao delegado, a jovem disse que após o parto sentiu vontade de matar o bebê. Sem ver o sexo da criança, enrolou o bebê em um lençol branco, jogou em um vaso sanitário e puxou descarga. Desde a confissão, os policiais estão em busca do corpo já que seria impossível um corpo de criança passar por um vaso.
Além de Andriele, que confessou o crime, outras pessoas podem estar envolvidas na ocultação do cadáver. Até o momento, a mãe da criança segue em liberdade.

Prezado Rafael, essa jovem mãe certamente não estava no seu juízo perfeito quando cometeu esse crime bárbaro; creio que ela, ao fim e ao cabo, é mais vítima do que vilã. A Medicina explica o que pode ter motivado essa insanidade, o chamado 'estado puerperal: "Estado puerperal é o período que vai do deslocamento e expulsão da placenta à volta do organismo materno às condições anteriores à gravidez. Em outras palavras, é o espaço de tempo variável que vai do desprendimento da placenta até a involução total do organismo materno às suas condições anteriores ao processo de gestação.
Puerpério vem de puer (criança) e parere (parir). Importante frisar que o puerpério não quer significar que sempre seja acarretado por uma perturbação psíquica, sendo necessário que fique averiguado ter esta realmente sobrevindo na capacidade de entendimento ou autodeterminação da parturiente, ficando clara a seguinte decisão jurídica nesse sentido:
A morte do recém-nascido sob a influência do estado puerperal, se enquadrará na figura típica do infanticídio.
Estado puerperal também é um fato biológico bem estabelecido que a parturição desencadeia numa súbita queda nos níveis hormonais e alterações bioquímicas no sistema nervoso central. A disfunção ocorreria no eixo Hipotálamo-Hipófise-Ovariano, e promoveria estímulos psíquicos com subseqüente alteração emocional. Em situações especiais, como nas gestações indesejadas, conduzidas em segredo, não assistidas e com parto em condições extremas, uma resposta típica de transtorno dissociativo da personalidade e com desintegração temporária do ego poderiam ocorrer." - via http://pt.wikipedia.org/wiki/Estado_puerperal