Invasão aos sistemas do Detran/RS: Entre os suspeitos, tem gente de Santiago! Postado quarta-feira, 27 de maio de 2026 ás 15:21
Agentes cumpriram mandados de prisão e de busca e apreensão em Brasília, Valparaíso (GO), Teresina (PI) e Santiago (RS). O servidor apontado como líder da quadrilha criminosa e a esposa estão foragidos.
A Polícia deflagrou uma operação contra uma quadrilha acusada de invadir os sistemas do Detran. Os agentes obtiveram na Justiça a autorização para cumprimento de 5 mandados e prisão preventiva e 11 mandados de busca e apreensão. A operação conta com policiais gaúchos, de Brasília, Goiás, Piauí.
Os alvos principais não foram localizados e são considerados foragidos da Justiça.
Quadrilha acessou sistema do Detran mais de 600 vezes
A investigação começou há cerca de um ano após uma funcionária do órgão descobrir que sua senha de acesso tinha sido usada em centenas de operações suspeitas. Os crimininosos utilizavam o login dela para transferir carros de forma ilegal, apagar multas pesadas e retirar restrições judiciais de veículos. Os policiais conseguiram mapear a movimentação e identificaram mais de 600 acessos criminosos no sistema de informática do Detran.
Servidor do Detran usava conta bancária da esposa para os crimes
O homem apontado como o chefe da organização criminosa é Alexandre Macedo da Rosa, que trabalhava como servidor do próprio Detran. Conforme a polícia, ele aproveitava o cargo para fazer as alterações direto no computador. O dinheiro cobrado pelas fraudes, que girava em 2 mil reais por veículo, caía direto na conta bancária da esposa dele, Shana Rodrigues Macedo, que também está sendo procurada. Outros dois comparsas, Caio Raffael Furtado e Pedro Cruz Filho também são procurados.
Manifestação do Dentran/RS
A direção do Detran informou que descobriu os desvios por meio de auditoria interna e que bloqueou as senhas dos envolvidos. O servidor vai responder a um processo administrativo e pode ser demitido, além de encarar o processo na esfera criminal junto com os comparsas. O grupo foi denunciado por organização criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro.

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